Jogos do Rio 2016: seis medalhas para seis países diferentes coroam o sucesso do golfe olímpico

22/08/2016

Torneios masculino e feminino tiveram cinco holes-in-one e recordes batidos nas duas categorias

podio feminino

 

Acima, prata para Lydia Ko (Nova Zelândia), ouro para Inbee Park (Coréia), e bronze Shanshan Feng (China); abaixo, prata para Henrik Stenson (Suécia), ouro para Justin Rose (Grã Bretanha) e bronze para Matt Kuchar (EUA); todos os medalhistas estão entre os Top 15 do mundo

por Ricardo Fonseca e Thais Pastor, enviados especiais ao Rio de Janeiro

Uma grande torcida coreana – incluindo golfistas de São Paulo que fretaram três ônibus só para assistir à volta final -, cantando o hino de seu país, levou Inbee Park a chorar de emoção quando subiu no pódio para receber a medalha de ouro que conquistou na volta do golfe feminino aos Jogos Olímpicos, após 116 anos de ausência da modalidade na maior vitrine do esporte mundial. A seu lado, com os olhos também mareados, estavam Lydia Ko, da Nova Zelândia, a número 1 do mundo, que ficou com a medalha de prata, e Shanshan Feng, da China, 14ª do ranking, que levou o bronze.

Seis dias antes, o primeiro pódio masculino do golfe olímpico após 112 anos de ausência foi formado pelo inglês Justin Rose, campeão do US Open de 2013 e Top 10 do mundo, que deu o ouro para a Grã Bretanha; pelo sueco Henrik Stenson, número 4 do mundo, que vinha de um título no British Open; e pelo americano Matt Kuchar, 15º do mundo. Medalhas para Grã Bretanha, Coréia, Nova Zelândia, Suécia, China e EUA, numa competição transmitida ao vivo para mais de 200 países e bilhões de pessoas, público jamais atingido antes pelo golfe, nem no auge do longo reinado de Tiger Woods.

Holes-in-one – Não bastasse o sucesso de público, que chegou a 12 mil pagantes assistindo à volta final masculina, no domingo, o golfe olímpico ganhou repercussão ainda maior graças aos cinco holes-in-one feitos nos oito dias de jogos. O primeiro hole-in-one de uma competição olímpica de golfe foi feito por Justin Rose, no buraco 4, logo no primeiro dia do golfe olímpico, embocando de 188 jardas. Jaco Van Zyl, da África do Sul, repetiu a cena no sábado, terceiro dia de jogos, embocado de 173 jardas no buraco 8.

Inbee Park, que venceu no feminino, também fez seu hole-in-one, mas no dia de treino, um “ace” não oficial. Mas no terceiro dia da competição feminino, coube à chinesa Xiyu Lin fazer o primeiro hole-in-one de uma competição feminina de golfe olímpica, também no buraco 8. Uma hora depois, no mesmo buraco, que fez seu hole-in-one foi a número 1 do mundo Lydia Ko, a caminho de uma reação que a levou à medalha de prata.

O quinto e último hole-in-one do Golfe 2016 foi da russa Maria Verchenova, no sábado, na quarta e última rodada do golfe feminino, também no buraco 8. Essas cinco cenas foram repetidas à exaustão no noticiário internacional, atingindo inclusive a que pouco ou nada tinha visto das competições de golfe ao vivo. Um efeito multiplicador que fez o golfe aparecer quase diariamente nos telejornais do mundo todo, e ocupar os assuntos mais comentados nas redes sociais.

Recordes Verchenova, que só teve sua inscrição confirmada pela Federação Internacional de Golfe uma semana antes da competição, por causa do escândalo de doping que ameaçava toda a delegação russa, fez mais do que isso e jogou 62, nova abaixo do par na volta final, para quebrar o recorde do campo. Além do eagle (hole-in-one num par 3), a russa fez nove birdies e um bogey para ganhar 25 posições e terminar em 16º lugar.

O primeiro recorde feminino do campo olímpico fora estabelecido pela tailandesa Ariya Jutanugarn, que jogou 65 para ser líder no primeiro dia, mas abandonou o torneio na sexta-feira por causa de uma torção no joelho. A americana Stacy Lewis melhorou a marca ao jogar 63 no segundo dia, até Verchenova marcar seu 62. Na competição masculina, o primeiro recorde oficial do campo olímpico foi o 63 (oito abaixo), marca que Matt Kuchar repetiu no domingo para ganhar a medalha de prata de virada.

Emoção – Para os melhores golfistas do mundo – todos os medalhistas, homens e mulheres, estão entre os Top 15 do ranking – o golfe olímpico foi um aprendizado. Por mais premiado que cada um deles fosse e acostumado a vencer, a grande maioria não imaginava a importância de ser segundo ou terceiro colocado. Kuchar ria sozinho quando teve a medalha de bronze confirmada no domingo. Lydia Ko, que não teve chance de lutar pelo título, comemorou a prata como um major. E Stace Lewis, dos EUA, que viu a bola de seu putt para birdie no 18 parar “pendurada” no buraco, chorou muito quando viu que com isso perdeu a chance de levar a prata ou o bronze.

Peter Dawson, presidente da Federação Internacional de Golfe, a entidade responsável pelo sucesso do golfe olímpico, só tinha o que comemorar. “Estamos muito satisfeitos pelo que o golfe mostrou durante os Jogos Olímpicos”, disse. “Estávamos confiantes de que iríamos entregar competições de alta qualidade tanto masculina como feminina e, após o que testemunhamos nas duas últimas duas semanas estamos certos de que excedemos nossa meta”.

Futuro do golfe – Dawson lembra que o sucesso do golfe foi endossado por altíssimos índices de audiência em todo o mundo e pelo genuíno interesse das multidões entusiasmadas que viram a competição no Rio. “Para nós ver medalhistas de seis nações diferentes é extremamente gratificante”, argumenta. “Acreditamos que os valores do nosso esporte vão ao encontro dos do movimento olímpico e estamos esperançoso e confiantes de que vamos continuar a desempenhar o nosso papel além de 2020”.

O golfe vai se apresentar em Tóquio em 2020, mas sua presença nos Jogos de 2024 e 2028 vai ser decidida em votação dos membros do Comitê Olímpico Internacional em 2017, durante uma reavaliação quadrienal a que todos os esportes estão sujeitos. O golfe havia sido esporte olímpico em 1900 e 1904 no masculino, e em 1900 no feminino. Coube ao golfe, em 1900, ser o primeiro esporte olímpico com a presença de mulheres, o que não aconteceu nos I Jogos Olímpicos, em 1896, exclusivo para homens.

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