Golfe 2020: Já são nove os latino-americanos classificados entre os 60 da corrida para Tóquio

07/05/2019

Adilson da Silva ainda é o único brasileiro, mas Alexandre Rocha ficou mais perto da vaga

por | Ricardo Fonseca

A corrida olímpica para os Jogos de Tóquio 2020 está chagando à metade com uma boa surpresa para o golfe latino-americano. Pela lista atualizada esta semana, nove jogadores da região estão entre os 60 pré-classificados para a segunda competição de golfe olímpica desde 1904, a primeira depois do Rio 2016.

Confira, ao lado, os latino-americanos classificados hoje no ranking olímpico e seu ranking mundial

Até agora, o gaúcho Adilson da Silva, que joga no Tour Asiático e no Sunshine Tour sul-africano, circuitos que fazem vários eventos cossancionados com o Tour Europeu e Tour Japonês, entre outros, é o único brasileiro classificado até agora e já há algum tempo ocupando a 56ª posição, graças a sua 272ª colocação no ranking mundial de golfe. Alexandre Rocha, depois de pontuar em dois dos três últimos eventos do PGA Tour Latinoamérica, subiu para 680º lugar e já se coloca em posição de disputar uma segunda vaga brasileira.

Duas vagas – A Argentina, com Emiliano Grillo, número 61º do mundo, e Julián Etulain, 318º; e o México com Abraham Ancer, 64º, e Carlos Ortiz, 302º, são os únicos países da região com dois jogadores classificados, o limite para quem não está entre os Top 15, onde cada país pode classificar até quatro jogadores. Ortiz e Etulain, no entanto, estão em posição frágil, já que ocupam, respetivamente das duas últimas posições do ranking olímpico – 49º e 60º lugar.

A Venezuela, com Jhonattan Vegas, 78º do mundo, tem o outro único latino-americano Top 100 do mundo. Os outros dois latinos à frente de Adilson são o chileno Joaquín Niemann, que chegou esta semana a sua melhor colocação, na 136ª posição, e o paraguaio Fabrizio Zanotti, 189º do mundo. O colombiano Sebastián Muñoz, 292º colocado, completa a lista dos nove latinos.

Top 15 – O único país a se beneficiar da regra dos Top 15 é, por enquanto, os EUA, que têm como novidade a presença de Tiger Woods, sexto do ranking mundial e quarto americano da lista, desde que venceu o Masters. Contundido, Tiger não conseguiu jogar no Rio de Janeiro. Os outros americanos são Dustin Johnson, nº 1 do mundo agora pela quarta semana consecutiva, Brooks Koepka, 3º, e Justin Thomas, 5º.

O norte-irlandês Rory McIlroy, quarto do ranking mundial, vai se classificando como número 4 do mundo, só que para efeitos dos Jogos Olímpicos ele é da Irlanda, opção que fez antes de começar a classificação para os Jogos do Rio e que vale para a vida toda. Ele disse ter feito esta opção na época para abrir vaga para mais um britânico.

Mudando a nacionalidade – Outra novidade é o sul-africano Rory Sabbatini, que aparece como 45º colocado do ranking olímpico, mas como eslovaco, nacionalidade que adotou em 2019. Sabbatini ganhou de seis torneios do PGA Tour de 2000 a 2011, e foi vice-campeão do Masters, em 2007, o que o levou a ser Top 10 do mundo por 21 semanas no final daquele ano.

Sabatini jura que adotou a nacionalidade da mulher e da filha dela para ajudar o golfe a se desenvolver na Eslováquia, uma vez que a prima de sua mulher é vice-presidente da Associação Eslovaca de Golfe. Muitos acreditam, no entanto, que ele só mudou de nacionalidade porque como sul-africano não teria chance de se classificar para Tóquio, uma vez que ele é o 176º do ranking mundial e existem 12 sul-africanos mais bem colocados do que ele, incluindo quatro entre os Top 100 do mundo.

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