Uso de medidores de distância será liberado nas competições paulistas e nacionais. Entenda!

18/12/2015

Medida vale a partir de 1º de janeiro de 2016, para os rankings paulistas e nacionais, incluindo o profissional

 

Celulares também poderão ser utilizados para medir distâncias, desde que funções extras que meçam inclinação do terreno, temperatura, força do vento e outras proibidas não sejam ligadas

Dez anos depois de terem seu uso permitido através de Regra Local, como publicado pela primeira vez na edição 2006 das Regras de Golfe, os medidores de distância poderão ser utilizados nas competições oficiais paulistas e brasileiras, incluindo as do ranking profissional. A partir de 1º de janeiro de 2016, a nota da Regra 14-3 que permite o uso desses equipamentos através de Regra Local estará em vigor em todas as competições oficiais organizada pela Confederação Brasileira de Golfe, medida seguida pela Federação Paulista de Golfe. A Federação Paranaense e Catarinense de Golfe já permitia esses equipamentos em suas competições estaduais, desde abril de 2014.

A Regra 14-3 diz em nota que: “A Comissão pode elaborar uma Regra Local que permita aos jogadores o uso de dispositivos de medição de distâncias”. Desde que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2006, essa medida vinha sendo adota com cautela, mas cada vez por uma maior número de entidades de golfe de todo o mundo. No Brasil, a Fazenda da Grama (SP) foi um dos primeiros adotar a medida: cada grupo em campo nas competições da Grama tem ao menos um caddie com o equipamento para ler as distâncias, que são fornecidas a todos que as solicitem.

Histórico – Em 2010, quatro anos após a publicação original de 2006, R&A e a USGA publicaram uma carta de princípios das duas entidades explicando melhor da regra que estabelece que os aparelhos medidores de distância podem ser usados se uma regra local o permitir. “Quando houver a regra local, esses aparelhos devem se limitar a mediar apenas distância e será considerada infração à regra se o aparelho tiver a capacidade de medir outras condições que afetem o jogo, mesmo que elas não estejam em uso” [por exemplo direção e força do vento, temperatura e inclinação do terreno], dizia o comunicado.

Importante: Essa observação acima agora tem outra redação para permitir que os aparelhos de telefonia celular, principalmente, tenham outras funções, desde que não utilizadas. Não fosse isso, nenhum celular poderia ser liberado já que todos têm algumas ou todas essas funções proibidas em campo instaladas de fábrica e muitas sequer podem ser apagadas.

Há dois anos, o R&A decidiu liberar aparelhos medidores de distância em todos os torneios amadores de alto rendimento organizados pela entidade, a partir de 1º de janeiro de 2014. A medida passou a valer para o British Amateur, um dos majors do golfe mundial amador, bem como para Junior British Open e para o Senior British Open. Mas binóculos medidores de distância e afins continuaram proibidos em seus torneios profissionais, como o British Open, incluindo suas seletivas.

Celulares – A Regra local que passa a vigorar nas competições nacionais e paulistas, seguindo o que já fazia o Paraná/Santa Catarina, libera explicitamente a utilização de smartphones para medir distâncias, desde que não meçam outras informações como a inclinação do terreno ou velocidade do vento, para que o jogador não infrinja a Regra 14-3. Como praticamente todos os aparelhos modernos de telefonia celular têm essas funções disponíveis de fábrica, os jogadores devem saber que não podem acessá-las no campo.

A liberação de medidores de distância em competições equipara na prática os amadores aos melhores profissionais do mundo. Embora eles ainda não possam usar os medidores de distância nos dias de torneios, seus caddies já fizeram isso nos dias de treino, levando durante a competição mapas detalhados de cada buraco o que permite a todos jogar sabendo a distância exata para e entrada do green e para a bandeira, sem necessidade de contar passos para as marcas de jardas existentes nos campos.

O uso de medidores de distância já era válido em muitas situações, incluindo para fins de handicap. Alguns mini-tours profissionais dos EUA não só permitem o uso desses aparelhos, como têm seus circuitos patrocinados pelos fabricantes.

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